repórter

textos de Augusto Baptista

11 septembre 2013

A BULA VII

 

COMPRIMIDO V


O homem que morre ao anoitecer

 


Natureza assumida no seu esplendor, cada momento elo de uma infinda relação, nele a morte é realidade vivenciada dia a dia, mortalha em que se deita e acorda, de manhã.

O caixão comprou-o já faz anos e aí adormece sem sobressaltos, para nada estranhar, chegada a hora.

A mulher acha bem.

Tanto mais que passou a poder dormir sossegada, ele toda a noite sepultado no esquife.

A ressonar.

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