repórter

textos de Augusto Baptista

25 septembre 2006

Mãos iluminadas

Reformada, avó, viúva, decidiu aprender artes decorativas, depois pintura. E de repente, aos 70 anos, nascia um nome incontornável na arte naïf: Maria Vilaça.    Presente no universo da arte há meia dúzia de anos, as suas criações já correm mundo, constam do acervo de museus, são conhecidas e apreciadas entre coleccionadores e especialistas. E das muitas escolhas que o comprido nome lhe proporcionaria para assinar as... [Lire la suite]
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25 septembre 2006

A democratização da cueca

Testemunhei um milagre. Exactamente: um milagre. A história conta-se em poucas linhas e passou-se há cerca de dois anos. Ia eu na A1 para Coimbra, ao volante o meu amigo Fernando Mora Ramos, a rondar Albergaria-a-Velha, de repente o céu ruiu numa tormenta de granizo. No lençol de gelo, logo um carro se despista à nossa frente. Acudimos ao sinistro. Acto contínuo, outra viatura entra em derrapagem, bate nos rails, uma, outra, bate outra vez, serpenteia, bate de novo, guina, bate, até que pára. Do "lugar do... [Lire la suite]
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24 septembre 2006

O Bessa da Sé

Como seu tio Belarmino Fragoso, o pugilista, a vida de Carlos Bessa dava um filme. Nascido no Porto, freguesia da Sé, é barbeiro, homem do fado, bombeiro, letrista, amante da fotografia, dragão, político. E surpreendente. 1   Texto de Augusto Baptista    Comprou um amaciador de cabelo, na farmácia. Com o potente argumento, capaz de domar juba a um leão, munido de secador e conhecimentos de corte à francesa, resolveu... [Lire la suite]
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21 septembre 2006

A Ferra da Cabreira

  A Ferra da Cabreira 1   Com a chegada dos dias grandes e quentes, os criadores de Vieira do Minho juntam as eguadas garranas da Cabreira e, na cerca de Cantelães, organizam a Ferra. Um rito anual que marca a fogo o corpo dos cavalos e a vida dos homens.   Augusto Baptista   Avança a corta-mato, entre tufos de carqueja e urze, vegetação rasteira. — Carriça! Carriça!  A voz, o vulto que caminha na serra traz uma saca de milho entre mãos a remexer, rumor apetitoso.... [Lire la suite]
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20 septembre 2006

Cavalhadas na Beira Baixa

Em Monforte da Beira e no Rosmaninhal, freguesias raianas vizinhas do Tejo, o povo festeja o S. João (23 e 24 de Junho) de um modo especial. O santo é aqui agarrado pela família do Alferes e dos Padrinhos – gesto devoto, cada ano renovado – o que incendeia a noite em galopes de fogo, alvoroça os dias com disputas hípicas e cortejos gordos de cavalaria. 1   Augusto Baptista       Rosmaninhal cada vez mais longe, o carro a galgar, veloz, Castelo Branco ainda distante. Ensonado, oiço o... [Lire la suite]
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