repórter

textos de Augusto Baptista

05 juin 2007

Nome nenhum

   Olhou a parede no cotovelo do prédio, por um quase acaso. Conhecia muito bem a pequena cidade, jamais precisara saber o nome das ruas. Lançado o olhar, perdeu-se. E teimou na busca de uma placa, inscrição, referência, nomeação do lugar.    Neste entretém, deu em discorrer na ordem obtusa que nos impõe mensagens ao nível dos olhos, quando se não quer; nos obriga a catar alturas, quando se procura.    E partiu sem destino, sem rota, por avenidas, vielas. Farejou cotas altas, em ... [Lire la suite]
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05 juin 2007

O cavalheiro

   Ao sair da camioneta, na atrapalhação dos degraus da porta traseira, que de tão íngremes mais parecem escadório de navio de carga, a senhora desequilibra-se, cai no asfalto. Um socorro de mãos não tarda a pô-la ao alto, a sacudir-lhe com desvelo a poeira do casaco, a entregar-lhe a inchada carteira preta, que, no reboliço, rolara para a berma.    Desvanecida com tanto cavalheirismo, mãos acordadas para acolherem a preciosa devolução, a senhora fecha os olhos. No escuro, esconde o embaraço,... [Lire la suite]
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