repórter

textos de Augusto Baptista

31 mai 2007

Cavalgada

A tarde escalda. Silenciosa, a matilha abandona o mercado e galga sem pressa a ladeira. São uns nove, talvez mais, entre homens e mulheres. Elas: saia sobre o comprido, casacão, lenço na cara; eles: grossa samarra, bota de atanado, gorro de lã.Gente estranha.Alcançado o cocuruto, sentam-se na escadaria. Dali perscrutam os automóveis, o casario e, longe, negros, os montes que os incêndios consumiram. Avaliam o lugar, cochicham. Um ensaia pedir esmola a um sujeito, de passagem. Outro, curioso, vai espreitar as estreitas e fundas... [Lire la suite]
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20 mai 2007

Recortes

                                                                                                                       ... [Lire la suite]
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18 mai 2007

Hálitos

                                                                                                                          ... [Lire la suite]
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04 mai 2007

Aparição

Durante a viagem, ele dormitou todo o tempo, enrolado no banco. Depois o transbordo, espera demorada num terreiro despido. Quando enfim a camioneta chegou ao destino, saiu com os ossos gelados, mãos recolhidas nos bolsos clementes.   Os poucos transeuntes com quem se cruzou eram silhuetas sem rosto, a tiritar sob a névoa que as respirações adensavam. Súbito, saia fina e blusa vaporosa, pés descobertos, uma mulher! Acalorada, quase despida. Uma jovem mulher, provavelmente vinda do frio. Segue-a um tipo lãzudo, avantajado,... [Lire la suite]
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