repórter

textos de Augusto Baptista

25 octobre 2006

Contra os peões, marchar, marchar!


Os passeios são território do peão, convencionou-se. Mas, da teoria à prática, vai a distância do sossego ao sobressalto, da paz à guerra.

Nos passeios alçam-se carros, motociclos, bocas de incêndio, camiões, bicicletas, postes, tabuletas, caixas eléctricas, placas, escavadoras, sinais de trânsito, cabinas telefónicas, depósitos de lixo, valas, parquímetros, andaimes, vidrões, sanitários, mecos, buracos, protecções, canos, tapumes, redes, candeeiros, cercas, calhaus. Calhaus, com vossa licença, até de cão.

Escorregadia pista de obstáculos, os passeios!

No Porto, modernamente, há também bolas de tropeçar e palitos metálicos, altura pélvica. A intenção está nos carros; o equipamento, nos passeios. Por outras palavras, aponta-se aos condutores, tombam-se os peões. Como em vários pontos da cidade a solução deu raia, teme-se o pior: uma escalada. Arame farpado? Campo de minas?

AB
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Posté par teodias à 22:13 - O Tempo e os Modos - Commentaires [0] - Permalien [#]

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